Opção Brasil
  • Posts com a tag ‘juventude’

  • 8 países inscritos até agora no III Encontro Latinoamericano de Emprego Juvenil – São Paulo/Brasil

    Wednesday, 28 April, 2010

    O evento será realizado entre 13 e 16 de maio no Complexo do Memorial da América Latina – Auditório da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência, sob o tema “Empreendimentos Verdes e Criativos para a América Latina do Século 21”.

     

    Já foram recebidas inscrições de empreendedores, organizações sociais, universidades e órgãos de juventude de governos de, até agora, 8 países – Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai.
    Vários nomes da programação estão confirmados, entre eles o uruguaio Eugenio Echeverria, Coordenador Nacional do Fundo para Jovens Empresarios das Americas, – OEA e todos os convidados mexicanos, entre eles o Professor Francisco Javier Medina Gutierrez, da Universidade de Sonora. Isso garante ao público presente um alto nível de debate dos temas propostos.
    A Opção Brasil, entidade responsável pela organização do encontro, vem se empenhando para poder oferecer uma melhor estrutura possível para a recepção das pessoas vindas de outros países e de partes mais distantes do nosso país.
    Graças ao apoio de alguns parceiros, em particular da Unidade de Juventude do Governo do Estado de São Paulo, será oferecida uma excelente estrutura de recepção dos participantes, contando com tradução simultânea dos painéis e alimentação para até 250 participantes.
    Serão emitidos certificados de participação para aqueles que solicitarem. Informamos que até 29 de abril serão recebidas inscrições de pessoas e organizações que necessitarem de alojamento na cidade de São Paulo durante os três dias do encontro.
    A programação e o formulário de inscrição podem ser acessados pela página web do evento – www.yesbrasil2010.com.
    Opção Brasil – 11 2759-0390 – rework@opcaobrasil.org.br

    Tags: emprego, Emprego Juvenil, encontro juvenil, encontro latinoamericano, juventude
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  • Pesquisa revela que 90% dos jovens sofrem ou praticam violência nos relacionamentos

    Sunday, 21 March, 2010

    A violência entre casais no Brasil está mais precoce, menos unidirecional e assume também, nos dias atuais, um caráter mais virtual. Pesquisa recente, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 10 capitais de todas as regiões do país, revelou que nove em cada 10 jovens na faixa etária entre 15 e 19 anos sofrem ou praticam variadas formas de violência – dentre as quais a exposição de fotos íntimas na internet como forma de humilhação.

    Os dados coletados com 3,2 mil adolescentes expõem um elemento que se choca com o senso comum de que os homens são, geralmente, os agressores. Agressões verbais, como provocações, cenas de ciúmes e tom hostil, e investidas sexuais – como forçar o beijo ou tocar sexualmente o parceiro sem que este queira – fazem parte do arsenal de violência utilizado por ambos os sexos.

    A pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz) Kathie Njaine, que coordenou a pesquisa “Violência entre namorados adolescentes: um estudo em dez capitais brasileiras”, destaca que o panorama deve ser refletido a partir de múltiplas causas. “A violência pode vir da família, da comunidade em que o jovem vive e da escola”, afirma.

    Segundo o estudo, as garotas são, ao mesmo tempo, as maiores agressoras e vítimas de violência verbal. Por outro lado, em termos de violência sexual, os rapazes encabeçam as estatísticas como os maiores agressores. Enquanto 49% dos homens relatam praticar esse tipo de agressão, 32,8% das moças admitem o mesmo comportamento.

    Na categoria das agressões físicas, que inclui tapa, puxão de cabelo, empurrão, soco e chute, os relatos revelam que os homens são mais vítimas do que as mulheres – 28,5% delas informam que agridem fisicamente o parceiro, enquanto 16,8% dos homens relataram o mesmo.

    A violência manifestada em tom de ameaça – como provocar medo; ameaçar machucar; ou destruir algo de valor – já vitimou 24,2% de jovens, ao passo que 29,2% admitiram ter perpetrado este tipo de agressão. De acordo com os números, 33,3% das meninas assumem que ameaçam mais seus parceiros, e 22,6% destes confessam cometer o mesmo tipo de violência.

    Uma das razões apontadas para a eclosão da violência entre os jovens casais é o machismo. A coordenadora da pesquisa afirma que nenhuma pessoa nasce machista, mas pode aprender e assumir esse papel dentro de um contexto cultural.

    Ressaltando que o estudo teve como finalidade fazer um diagnóstico, e não buscar as causas, Kathie Njaine argumenta que a agressão cometida pelas meninas pode ser compreendida como uma maneira de reproduzir um modelo de comportamento que está no gênero masculino. “Em muitos momentos da pesquisa, havia meninas que falavam se ele pode fazer, eu também posso”, exemplifica, acrescentando que as agressões, neste caso, tornam-se uma moeda de revide.

    A socióloga Bárbara Soares, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC/UCAM) e ex-subsecretária de Segurança da Mulher do governo do Estado Rio de Janeiro, elogia o viés da pesquisa de jogar luz sobre a violência praticada por mulheres e por descartar o modelo esquemático que vilaniza apenas os homens e vitimiza as mulheres. Em geral, ela afirma, as pesquisas têm o hábito de ouvir muito pouco as pessoas que vivem e praticam violência. “Os técnicos e ideólogos definem o que é a violência e, a partir daí, imprimem esse discurso no outro que não é ouvido. A violência não é uma abstração na vida de quem sofre ou pratica. Ela é situada, significada, tem um sentido. Eu acho que é aí que você pode desconstruí-la”, diz a especialista.

    De acordo com a pesquisadora do CESeC, é comum o pressuposto de que somente as mulheres apanham, mesmo que, pelas pesquisas nacionais e internacionais, elas sejam vítimas das violências mais graves. “Não quero dizer que não exista um componente de dominação. Ele existe, mas não é uma dominação do homem contra a mulher, é uma sociedade de dominação machista em que os homens também são dominados por essa lógica”, argumenta.

    Violência virtual
    A eclosão precoce de violência entre os casais adolescentes revela que, desde cedo, as agressões ocupam papel importante no ambiente das relações afetivas. Nos dias atuais, é ponto pacífico que o aprimoramento das técnicas e dos meios de circulação das informações contribua decisivamente para a emergência de novos tipos de violência. A internet, nestas circunstâncias, adquire relevância e torna-se uma arma virtual nas relações entre os jovens.

    Fatos e comportamentos que aconteceriam no mundo real, no dia-a-dia, acompanham essa tendência e são transportados para a rede virtual. Exposição de fotos e vídeos íntimos e publicação de hostilidades em sites e redes de relacionamento – como o orkut – são alguns dos métodos que compõem o quadro de violência existente na internet. Em conseqüência, os jovens tornam-se vulneráveis socialmente, uma vez que, por exemplo, sua relação com amigos ou a procura por empregos podem ser afetadas.

    Kathie Njaine enfatiza que o relacionamento via tecnologia de informação é uma constante na vida dos jovens, o que potencializa o risco de agressões. “Na medida em que você publica uma notícia na internet, isso tem uma capacidade de se disseminar amplamente. O impacto de uma humilhação ou de uma fofoca é muito grande. O grau de exposição de uma situação é alto, não só em palavras como em imagens também”, afirma.

    Para Bárbara Soares, isso exige novas respostas em termos de prevenção. “Todos os problemas vão se transformando na medida em que os meios de comunicação de relações interpessoais se transformam. Atualmente, muitos problemas se transferiram para a dimensão do espetáculo, da visibilidade, da exposição pública do crime mais banal até as relações íntimas. Então, acho que é preciso repensar em primeiro lugar a própria noção do que seja violência, atualizando o repertório que faz parte do nosso catálogo, e começar a refletir formas específicas de prevenir mais este tipo de violência”, explica a socióloga.

    De acordo com ela, a exposição de imagens íntimas afeta mais as mulheres, porque envolve uma cultura de privacidade, pudor e do uso da pessoa como um objeto do prazer. Para os homens, em contraposição, predomina a valorização de sua potência sexual, vista como um troféu a ser exibido.

    “O telefone celular e a internet são tecnologias que estão mudando a nossa sociabilidade, nossos comportamentos e pensamentos. Há uma noção de que você só existe se, de alguma forma, for visível. No entanto, há risco de que essa visibilidade seja mais um elemento de violência”, acrescenta Bárbara, reforçando que as campanhas de prevenção precisam ter um olhar mais amplo, menos maniqueísta e menos esquemático e que considerem a violência e suas múltiplas causas e linguagens.

    Fonte: Revista Fórum www.revistaforum.com.br

    Tags: juventude, relacionamentos, violência
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  • Haitivismo – A Juventude pelo Haiti

    Tuesday, 16 March, 2010


    No próximo domingo, dia 21 de março, será lançada a campanha 35 dias de HAITIVISMO: A JUVENTUDE PELO HAITI, que pretende arrecadar barracas, tendas e toldos para abrigamento provisório da população haitiana na Capital Porto Príncipe.

    A campanha é desenvolvida pelo movimento HAITIVISMO, idealizado por estudantes brasilienses e que pretende resgatar e difundir largamente a história da ilha caribenha e a importância da grande revolução negra. A data do ato de lançamento, que será uma realização do Museu da República, é estratégica: Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

    Estão previstos debates e apresentações culturais com artistas de Brasília, no Museu da República, a partir das 15h, com entrada gratuita.

    Programação:

    *Debates

    *Shows: ATAQUE BELIZ, DIGA HOW, RAPADURA, NEGO DÉ, HA ONO BEKO, FORA DE SI, HOMEM DE PEDRA, PEGADA BLACK, AQUILOMBANDO, HOMEM DE PEDRA.

    *Esquetes Teatrais

    *Discotecagem: DA BOMB, CRIOLINA, BATIDÃO SONORO, CONFRONTO SOUND SYSTEM.

    *Projeções de vídeos sobre o Haiti na cúpula do Museu

    *Apresentação de basquete de rua pela CUFA/DF

    Parceiros: Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros – ANCEABRA/ Bonde Comunicação/ Griô produções/ Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA da UNE – DF / Central Única das Favelas – CUFA/DF / HC Loc – Assessoria e Divulgação Parlamentar, locação de veículos, produções e eventos/ Coletivo Unos /União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas – Unemfa/ Jardim Botânico de Brasília/ Gasol . Combustíveis automobilísticos/ Coletivo de Redes Unbando / Juventude Socialista Brasileira – JSB/ União de Negros pela Igualdade – Unegro/ Cirilo Quartim – Artes Visuais/ União Nacional dos Estudantes – UNE/ Opção Brasil – Organização Não-Governamental/ União da Juventude Socialista – UJS/ Sindicato dos Correios do DF/ Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil – CTB/ Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar no DF – SAE-DF.

    Mais informações: 61. 8614-8506 . Luciana Soares, juventudepelohaiti@gmail.com, haitivismo@gmail.com ou www.juventudepelohaiti.wordpress.com

    Tags: ativismo, haiti, juventude
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  • Para juventude, política de segurança pública não deve restringir direitos

    Tuesday, 14 July, 2009

    Jovens do estado de São Paulo, reunidos na 1° Conferência Livre de Juventude e Segurança Pública, criticaram as propostas de redução de maioridade penal e toque de recolher como medidas de combate à violência. Para a juventude, a política de segurança pública não deve restringir ou suprimir direitos. Esse princípio estará no relatório que será enviado ao Ministério da Justiça até 15 de julho para subsidiar as discussões da etapa nacional.
    Com o objetivo de discutir questões de segurança pública, a Conferência ocorreu no último sábado (4/7) na cidade de São Paulo (SP). O evento contou com cerca de 100 participantes, incluindo jovens e adultos, da capital e de outras cidades, como Atibaia, Sorocaba e Mogi das Cruzes.
    “Conseguimos realizar discussões propositivas. Passamos da constatação de problemas para a reflexão de propostas”, comentou coordenadora de gestão local da segurança do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo. Para provocar os debates, foram apresentados aos jovens vídeos, textos e teatro.
    A Conferência Livre foi organizada pelo Instituto Sou da Paz, Ação Educativa, Centro Cultural da Juventude, Ilanud, Revista Viração e Coordenadoria Municipal de Juventude. Também contou com o apoio da Coordenadoria Estadual de Juventude.
    Para a pesquisadora do Ilanud, Marina Menezes, foi muito importante a juventude se posicionar contra medidas restritivas aos direitos. “No mesmo dia, aconteceu a Conferência Metropolitana – com representantes da sociedade civil, Poder Público e trabalhadores da área de segurança –, onde os participantes sugeriram a mudança da maioridade penal”.
    A visão dos jovens contribui para fomentar as discussões em torno de uma política de segurança pública que contemple a pauta da juventude. “Geralmente, quem faz a política associa a juventude como a maior autora da violência. No entanto, também é a maior vítima”, disse Marina.
    Partindo do princípio de que uma política de segurança pública deve promover a garantia dos direitos, os jovens, divididos em quatro grupos de trabalho, criaram um conjunto de propostas. Uma das reivindicações foi o investimento na formação de profissionais da segurança, da educação e da saúde para que ampliem o conhecimento nos assuntos da área da juventude e saibam lidar com a diversidade. Outra demanda foi a criação de espaços ou Centros da Juventude para atividades esportivas, culturais e de lazer.
    O relatório da Conferência estará disponível após o dia 15 de julho nos sites das instituições organizadoras do evento. A ideia é que o documento possa estimular novos debates e projetos
    Fonte: Aprendiz (Site Onda Jovem – Terra)

    Data da matéria: 09/07/2009

    Tags: conferência livre de juventude, juventude, segurança pública
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  • Fique por dentro do Acampamento da Juventude no FSM

    Wednesday, 28 January, 2009

    Janeiro, fevereiro, verão, férias. Palavras que não saem da cabeça de milhares de jovens de todo o Brasil e do mundo, que aproveitam esse período para conhecer novos lugares em busca de diversão e descanso. De 27 de janeiro a 1º de fevereiro, porém, mais de 20 mil jovens são esperados(as) em um acampamento bem diferente, o Acampamento Intercontinental da Juventude (AIJ), que será realizado durante a 9ª edição do Fórum Social Mundial em Belém do Pará, norte do Brasil.
    O acampamento é realizado desde a primeira edição do Fórum Social Mundial, em 2001, e é responsável por abrir espaço para que a juventude dê voz às suas contribuições para a construção de um mundo melhor, como sugere o slogan do evento.
    Luan Alves tem 21 anos e é integrante do GT de Comunicação do AIJ. Ele conta que a mobilização já toma conta de todo os estados do país, onde caravanas se organizam para participar do acampamento. “Já sabemos que há grupos vindos de todas as regiões, participando de outros congressos, culminando aqui no FSM”. Para ele, que participa pela primeira vez do Fórum, o evento é uma oportunidade única para a sua cidade, Belém, ter visibilidade mundial na organização de eventos de grande porte.
    Kleber Albuquerque tem 25 anos. Vai pela primeira vez a uma edição do FSM. Sempre acompanhou de longe outras edições e tinha enorme desejo de participar. Este ano, deu para guardar uma “grana” e vai para Belém. O que o motiva? “O próprio slogan do Fórum me motiva, saber que posso contribuir politicamente para um outro mundo possível é muito bom”, responde o estudante de Turismo e Administração pública.
    De acordo com o GT de comunicação do AIJ, haverá espaço na programação para grupos que não conseguiram inscrever suas atividades culturais a tempo. “Esses grupos terão a oportunidade de adquirir visibilidade e usufruir da estrutura de palco e som que o acampamento oferece”, diz Luan.
    O acampamento prevê ainda uma programação bem especial que vai desde oficinas, seminários e exposições até shows e outros eventos. Algumas bandas bem conhecidas do cenário musical do Norte marcarão presença nos dias do evento.
    Quanto à estrutura do acampamento, há espaço suficiente na Universidade Federal Rural do Pará para camping e todas as atividades acontecerão por lá. As 15 tendas armadas para o evento abrigarão as atividades. “É importante lembrar que as atividades acompanham os eixos do FSM e os participantes têm livre acesso aos eventos do Fórum”, ressalta Luan.
    Quem estiver preocupado com as chuvas de Belém pode ficar tranquilo. Segundo Luan, “há um esforço da organização para garantir o conforto dos participantes e impedir que as dependências fiquem alagadas”, garante. Ele lembra também da importância de levar repelente, filtro solar e, claro, a barraca.

    Escambo organizado
    Com todas as facilidades de comunicação da atualidade, a novidade deste Fórum Social Mundial vem da comunidade do evento no Orkut, site de relacionamentos. A organização de um escambo organizado está mobilizando participantes da comunidade.
    Pessoas de todos os estados combinam o que levar como lembrança de seu estado para ter em troca presentes de outras partes do país e do mundo. Mayra Carvalho tem 28 anos e é estudante de serviço social. Vai levar para troca objetos autênticos do Piauí: “ artesanato, cachaças e ainda CD de uma cantora famosa da região”, conta.
    O autor da idéia, Kleber Albuquerque, não imaginava que a iniciativa fosse dar tão certo. “No início, o tópico demorou a ter respostas, mas agora é um sucesso e já temos até que fazer lista para não esquecer ninguém”, garante. Para ele, o escambo é importante pois reflete o clima do próprio Fórum, “proporcionando as trocas culturais e integrando povos”.
    Para participar do escambo basta acessar a comunidade do Orkut:
    Para mais informações: www.acampamentodajuventude.wordpress.com.

    Fonte: Diego Santos/ Ibase
    Acesso em: http://www.ondajovem.com.br/noticias.asp
    Data da matéria: 25/01/2009

    Tags: Debates, Exposições, Fórum Social Mundial, juventude, Política, Seminários
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  • Escolas assumem compromissos com o meio ambiente e preparam conferência nacional

    Thursday, 22 January, 2009

    Escolas públicas das redes municipais e estaduais que realizaram conferências sobre o meio ambiente têm até 8 de março para informar ao Ministério da Educação as atividades, ações e trabalhos realizados. Esse é também o prazo para a realização das conferências estaduais.
    As conferências escolares e as estaduais são etapas preparatórias para a 3ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, prevista para abril, em Luziânia, Goiás, com o tema Mudanças Ambientais Globais: Pensar mais Agir na Escola e na Comunidade.
    Alunos, professores, funcionários e representantes da comunidade escolar tiveram a oportunidade de conhecer e discutir os quatro subtemas propostos (água, ar, terra e fogo) e suas relações com as mudanças ambientais globais. Todos assumiram compromissos e responsabilidades com base nos temas e indicaram um delegado e um suplente, com idade de 11 a 14 anos, para participar do evento nacional.
    De acordo com levantamento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação, apenas 11 mil escolas encaminharam as informações. Para a coordenadora-geral de Educação Ambiental da Secad, Rachel Trajber, as escolas devem se cadastrar, mesmo que não estejam participando do evento nacional. Para ela, o importante é levar a reflexão sobre as questões ambientais às instituições de ensino e saber quais ações estão sendo desenvolvidas.

    Estados — As conferências estaduais, segundo momento preparatório do evento nacional, são opcionais. Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraná, Roraima e São Paulo a realizaram em 2008 e definiram as delegações. Para fevereiro, estão previstas conferências no Amazonas, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte; em março, em Alagoas, Amapá, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
    As duas conferências nacionais já realizadas, em 2003 e em 2006, mobilizaram cerca de 23 mil escolas e oito milhões de pessoas em todo o processo. Para este ano, no encontro nacional, espera-se a participação de mais de mil pessoas na cidade goiana, entre delegados, educadores, representantes de secretarias dos estados e do Distrito Federal. Estarão presentes observadores internacionais interessados em conhecer a metodologia do encontro.
    Durante o evento, os delegados apresentarão os compromissos assumidos e, após as discussões, elaborarão a Carta das Responsabilidades, que será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
    A conferência é uma iniciativa do órgão gestor da política nacional de educação ambiental, formado pela Coordenação-Geral de Educação Ambiental da Secad e pelo Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

    Fonte: MEC
    Data da matéria: 19/01/2009

    Tags: juventude, meio ambiente
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  • O trabalho decente

    Wednesday, 10 December, 2008

    É preciso assegurar ao jovem uma trajetória de educação e preparação para o mercado, com condições e remuneração adequadas

    Karina Andrade

    Matéria publicada na Edição 12 – setembro / 2008 – Trabalhadores

    O futuro de muitos dos 106 milhões de jovens latino-americanos e caribenhos está ameaçado pelo desemprego, pela informalidade e pela inatividade. O alerta está no relatório “Trabalho Decente e Juventude na América Latina”, apresentado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em setembro de 2007.

    O relatório teve como objetivo aprofundar a análise da situação da juventude da região, um dos temas prioritários da Agenda Hemisférica de Trabalho Decente (AHTD), que reflete um compromisso de 23 países das Américas para a promoção do trabalho decente na região, entre eles o Brasil.

    Mas, afinal, o que é trabalho decente, uma expressão tão discutida atualmente? Para a agência da ONU especializada em trabalho, a OIT, trabalho decente significa o trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade e segurança, e capaz de garantir uma vida digna.
     
    Jovens no mercado
    Em 2005, do total de 106 milhões de jovens na América Latina e no Caribe, 48 milhões trabalhavam, 10 milhões estavam desempregados (o que representa 46% do total de desempregados da região) e aproximadamente 48 milhões estavam na condição de inativos (não estão à procura de emprego).

    Mas o desemprego não é o único problema que os jovens enfrentam no mercado de trabalho: entre os jovens ocupados, 2 de cada 3 trabalham em atividades informais ou em condições precárias de trabalho (cerca de 30 milhões), sem registro e sem cobertura da previdência social, e freqüentemente com remuneração menor que o salário mínimo.

    Em termos de renda, um jovem ganha, em média, 56% do que um adulto recebe, fato que confirma que os perfis de rendimento crescem à medida que a idade avança.

    Aliás, o que mais diferencia os jovens dos adultos é o tipo de emprego ao qual eles têm acesso. Um dos diversos fatores que limitam a utilização do potencial produtivo dos jovens é a visão bastante comum de que eles estão dispostos a aceitar qualquer tipo de trabalho ou atividade, independentemente da sua qualidade e condições, desde que isso lhes gere uma primeira experiência.

    No entanto é importante deixar claro que a inserção precária e precoce da juventude no mercado de trabalho diminui a probabilidade, ou dificulta que esses milhões de jovens trabalhadores e trabalhadoras venham a construir uma carreira ou trajetória de trabalho decente ao longo de suas vidas.
    A vida laboral dos jovens, ou sua trajetória de trabalho decente, não deve começar com um emprego ou um trabalho, mas com a educação, a formação, ou a acumulação de experiência produtiva (com um estágio adequado, por exemplo), primeiras etapas de uma trajetória de trabalho decente positiva.

    Muitos jovens que não conseguem visualizar essa trajetória começam a questionar a validade da educação e do mercado de trabalho como meios para progredir. Isso é um erro. 
     
    Leia mais.

    Fonte: Site IG – Onda Jovem

    Tags: desemprego, juventude, mercado de trabalho, trabalho
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