Friday, 23 October, 2009
Da Agência Estado
Na primeira reunião pacífica entre deputados ruralistas e ambientalistas, a comissão especial de meio ambiente da Câmara aprovou hoje os 36 requerimentos dos parlamentares apresentando sugestões de nomes de participantes para audiências públicas futuras e os locais a serem realizadas essas reuniões.
A comissão, criada pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), tem como objetivo debater as “dezenas” de projetos que envolvem o Código Florestal. A partir de 11 de dezembro, os produtores que estiverem em desconformidade com a legislação vigente serão passíveis de punição.
Esta é a quinta tentativa de andamento da comissão. Nas demais, houve impasses, cancelamentos e até mesmo atitudes agressivas de parlamentares, como a de empurrar móveis.
De acordo com o relator da comissão, Aldo Rebelo (PCdoB), os requerimentos acatados hoje serão a base para o desenvolvimento dos trabalhos futuros. “Hoje a reunião foi tranquila, houve demonstração de que temos compatibilidade na comissão e creio que manteremos a seriedade”, considerou.
Rebelo explicou que se empenhará agora para traçar um roteiro da comissão para as sessões seguintes – a próxima será na terça-feira da semana que vem, às 14 horas, em Brasília.
Para o presidente da comissão, Moacir Micheletto (PMDB-PR), a reunião de hoje foi “fantástica”. “Esse é um conteúdo rico e podemos mostrar que há solução equilibrada entre o meio ambiente e o setor produtivo”, afirmou, após o término da sessão.
Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP) não mostrou tanto otimismo em relação aos ânimos contidos dos parlamentares para as próximas reuniões. Para ele, a situação foi tranquila hoje porque apenas os requerimentos foram aprovados. “Não houve proposta de debate temático e ainda é incipiente dizer que temos boa proposta”, considerou. “Mas não é pouca coisa não”, rebateu Rebelo.
Valente aproveitou a presença da imprensa para reforçar seu desconforto com a composição da mesa diretora da comissão. “Essa comissão tem muito ruralista e isso já se torna algo perigoso”, considerou.
Fonte: Site G1
Saturday, 17 October, 2009
Com dois anos de atuação, o Projeto Uirapuru já contabiliza 200 jovens formados e 30% encaminhamos ao mercado de trabalho. E uma das formas de contratação desses jovens é através da Lei do Aprendiz. “Conseguimos proporcionar aos iniciantes experiência profissional desde cedo, e com o incentivo dos direitos trabalhistas. Isso evita os trabalhos informais aos quais, muitas vezes, os jovens precisam se submeter no começo de suas carreiras”, explica Daniella Michel, diretora do Uirapuru.
O governo Federal tem como meta inserir 800 mil jovens no mercado até 2010 e, para incentivar ainda mais o cumprimento da lei, o Ministério do Trabalho e Emprego vem criando uma série de ações para mobilizar empresas, governos, entidades formadoras e sociedade. “O Uirapuru está fazendo a sua parte e, através de um trabalho sério, comprometido e efetivo, vem conseguindo galgar alguns espaços para os jovens com menos oportunidades. Entretanto, é importante que as empresas também façam a parte delas e colaborem para o futuro do Brasil”, afirma Michel.
Recentemente, o Projeto incrementou as atividades direcionadas aos jovens e passou a oferecer aos ex-alunos, que já estão trabalhando, um plano de carreira para os próximos 5 anos. Em parceria com a empresa Vicky Bloch, com a utilização da metodologia PROVOC – programa de educação vocacional -, os alunos estão sendo estimulados à auto-reflexão e ao autoconhecimento.
O objetivo é orientá-los sobre suas competências e talentos, assim como próximos passos para conquistarem objetivos, alinhando vida pessoal e profissional.
O Projeto Uirapuru é um programa social da Fundação Heydenreich, preparatório para o primeiro emprego e voltado a jovens de baixa renda, de 15 a 19 anos, da região de Taboão da Serra. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 4701-5641 ou endereço eletrônico, www.fbh.org.br.
Fonte: Maxpress (Site Onda Jovem)
Saturday, 3 October, 2009
O programa “Mata Atlântica Vai à Escola”, da Fundação SOS Mata Atlântica, está treinando professores de seis escolas diferentes do país, para que eles possam inserir em suas aulas questões relacionadas à preservação ambiental
Débora Spitzcovsky – 02/09/2009
Capacitar professores do ensino fundamental e, desta maneira, transmitir, aos alunos da rede pública e privada de ensino do país, a importância da conservação do meio ambiente e, principalmente, da Mata Atlântica. Esse é o grande objetivo do programa de educação ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica, o “Mata Atlântica Vai à Escola”.
A iniciativa oferece, aos educadores, material pedagógico com sugestões de temas e atividades dinâmicas que podem ser realizados em sala de aula com os estudantes, levando à reflexão sobre assuntos ambientais. Além disso, o “Mata Atlântica Vai à Escola” promove encontros de troca de experiência entre os professores que participam da iniciativa e, ainda, oferece suporte on line.
“A nossa intenção não é colocar a educação ambiental como uma disciplina na grade curricular das escolas, mas sim que o professor de Português, Matemática, História, Geografia e de outras matérias consiga inserir as questões ambientais no dia-a-dia de suas aulas”, explicou Beatriz Siqueira, coordenadora do programa.
Os estudantes também saem ganhando: além de terem acesso a uma série de conceitos importantíssimos nos dias de hoje – como consumo sustentável, restauração, biodiversidade, conservação e legislação –, todos os alunos que estudam nas escolas participantes do projeto recebem uma carteirinha de estudante, que serve como identificação de Agente Ambiental da SOS Mata Atlântica. A ideia é estimular os estudantes a se envolverem cada vez mais com a causa da preservação ambiental.
A iniciativa, que já existe há três anos, está apresentando bons resultados. Em 2009, seis escolas e, aproximadamente, 13 mil alunos foram beneficiados pelo “Mata Atlântica Vai à Escola”. Em um dos colégios em que o projeto foi implantado, inclusive, todas as torneiras manuais já foram trocadas por automáticas, a fim de diminuir o consumo de água.
Neste ano, todas as escolas que participarão do programa já foram selecionadas, mas as instituições interessadas em fazer parte do projeto em 2010 podem se cadastrar, desde já, no site do SOS Mata Atlântica e aguardar pela próxima seleção.
Fonte: Site Planeta Sustentável