Opção Brasil
  • Arquivo de May, 2009

  • Indígenas brasileiros querem lançar candidatos

    Tuesday, 26 May, 2009

    Declaração partiu de lideranças indígenas que participam de encontro na sede da ONU em Nova York.

    Representantes indígenas no Brasil estão debatendo se devem lançar candidatos às eleições de 2010 para o Congresso do país.
    A declaração foi dada à Rádio ONU pelo diretor do Memorial dos Povos Indígenas, Marcos Terena. Ele está em Nova York participando da 8ª. sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas.

    Organização

    Segundo Terena, a ideia de preparar candidatos para as câmaras estaduais e o Congresso brasileiro começou a se intensificar após o debate nacional sobre a demarcação de terras. Para ele, a eleição de deputados indígenas não será difícil se houver uma organização prévia.
    “Creio que Brasília pode eleger um deputado federal assim como Roraima. É uma questão de aritmética simples. Mato Grosso que é meu estado, os indígenas, principalmente os Terena, se sentiram traídos. Eles dizem que não adianta votar neles porque na hora eles são contra nós. Meu povo e os Guarani também estão sentindo que precisam trabalhar para ter uma representação na Câmara Federal na próxima eleição”, contou.

    Frutos

    O coordenador do Projeto “Índios na Cidade”, Marcos Aguiar, disse que o trabalho de tentar convencer os indígenas em São Paulo a se candidatar já dura quatro anos, mas sem render os frutos esperados.
    “A gente vem conversando com vários indígenas neste sentido sobre eles se candidatarem a vereador. Alguns ficam desanimados, mas outros chegaram a se inscrever em partidos, mas acabaram sendo “engolidos” pelo processo político local. As pessoas disseram que era para eles se candidatarem depois”, afirmou.
    O Fórum da ONU está debatendo vários assuntos sobre a situação de indígenas em todo o mundo incluindo aquecimento global, educação e saúde das mulheres nas aldeias.
    A reunião termina em 29 de maio.

    Fonte: Site Rádio das Nações Unidas
    Publicado em 22/05/2009.

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  • campaña cuida tu voto

    Tuesday, 26 May, 2009

    Buenos Aires, abril de 2009. O Conselho Publicitário Argentino, junto com a Fundação Americana para a Educação, através do programa Propostas, realizam uma campanha de bem público afim de gerar consciência entre a cidadania próxima da importância de ser parte ativa no processo eleitoral dos comícios de junho de 2009. 

    A iniciativa, que se desenvolverá em todo o país, aponta a revalorizar a participação  e compromisso dos cidadãos nas jornadas de votação, como garantia de transparência e a comemorar a capacitação para autoridades de mesa, fiscais e eleitores. A Fundação Americana para a Educação tem se unido com outras ONGs, Opção Argentina, Rede Solidária, Poder Cidadão, CIPPEC, Grupo de Fundações e Empresas, Consciência, Diálogo Cidadão, entre outras, para constituir uma significativa rede cívica. O programa conta com o patrocínio da Embaixada da República Federal da Alemanha na Argentina.
    “É fundamental que todos os cidadãos voltemos a reconhecer a importância que tem cada um o dia de votar. Primeiro, elegendo nossos representantes, mas também como parte e garantia de eleições transparentes. Isto implica aceitar a responsabilidade de ser autoridade de mesa e se oferecer como fiscal, adquirindo os conhecimentos necessários para  exercer os cargos com segunrança. Devemos transmitir com fatos que, para ser parte de uma democracia, o primeiro passo é participar de maneira consciente no processo eleitoral”, explicou Sofía Lafarrère, diretora da área de Propostas da Fundação.
    Os elementos de capacitação, concedidos pela Câmara Nacional Eleitoral, se dará pelo site www.cuidatuvoto.org.ar com uma modalidade interativa que permitirá sua utilização por professores e instrutores e terá assessoramento e informações atualizadas sobre temas interligados: o que é o voto, quem são os candidatos, aonde votar, quando e onde consultar os padrões e os requisitos para ser mesário e fiscal. Serão distribuídos materiais de capacitação em pontos do país que não tem acesso a Internet.
    O desenvolvimento da web e guias de capacitação estão sob responsabilidade de Eleonora Segura de Projetos Educativos a Distância pelo programa Propostas da Fundação Americana para a Educação. A produção da campanha inclui rádio, material impresso e foi realizada pela agência de publicidade McCann Erickson. Agradecemos a Muchnik, Alurralde, Jasper e Asoc, quem fez com que fosse possível a utilização da prensa e ao Grupo BGL (Desenvolvimento de Marketing e Publicidade online), quem irá colaborar com a gestão do Google Adwords.                                                  

    Sobre a Fundação Americana para a Educação
    A Fundação Americana para a Educação, instituição não governamental e sem fins lucrativos, se dedica desde 1992 a investigar, desenvolver e promover projetos e programas de educação, desenvolvimento social e políticas públicas. Neste caso, fomenta um programa de Propostas de Políticas Públicas, envolvido com o tema transparência e eficiência eleitoral.

    Sobre o Conselho Publicitário
    O Conselho Publicitário tem como missão desde 1960 desenvolver campanhas de comunicação sobre os problemas relevantes para a comunidade e conscientizar a cada argentino sobre a importancia de sua participação para solucioná – los. Através destas mensagens atua como ponte entre as necessidades de comunicação do terceiro setor e a demanda de soluções por prte da sociedade. www.consejopublicitario.org

    Tradução: Natália Sasso Cardoso – Opção Brasil

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  • Jornal O Globo – Editorial: Valor do ensino

    Monday, 18 May, 2009

    O perfil demográfico brasileiro vai aos poucos se aproximando de uma pirâmide invertida. Isso significa que o número absoluto de jovens tende a diminuir daqui para a frente, até de forma significativa. No entanto, os que ainda estão chegando ao mercado de trabalho representam um contingente populacional enorme, refletindo taxas de expansão demográfica elevadas de décadas atrás. A recuperação econômica do país – que sofreu uma pausa com o agravamento da crise financeira internacional – gerou muitas oportunidades de emprego (formais, principalmente), trazendo esperança a esses jovens e alívio para todos os brasileiros, pois o desemprego juvenil sempre foi apontado como uma das causas que alimentam a violência urbana.

    Mas a crise fez com que a economia brasileira passasse a criar poucos empregos, e o resultado foi novamente um salto dos índices de desemprego. Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas chegou a 9% em março. Todavia, no caso dos jovens entre 16 e 24 anos, o índice atingiu 21,1%. A falta ou a perda de ocupação, além de afetar os mais jovens, tem relação direta também com o grau de escolaridade dos trabalhadores, nas diferentes faixas etárias. Entre os que têm onze ou mais anos de instrução, por exemplo, a taxa média de desemprego estava em 9,2% no mês de março. São pessoas que completaram ao menos o ensino médio e acabam disputando empregos que exigem qualificação profissional.

    A taxa de desemprego é mais alta entre os que possuem de oito a dez anos de instrução (11,3% em março último). São pessoas que já têm algum grau de escolaridade e que, por isso, já não buscam trabalho entre atividades remuneradas com base no salário mínimo. Já a desocupação entre os pouco instruídos (menos de oito anos de escolaridade), apresenta a taxa mais baixa,7,1%, pelo oferta de empregos de baixa remuneração. Os índices podem induzir à visão errônea de que os menos qualificados têm sido protegidos na crise. É um engano, porque entre eles o subemprego é muito grande e o nível de remuneração tende a não se elevar.

    Esses números refletem o momento de dificuldade da economia, mas deveriam servir de alerta para os jovens que abandonam os bancos escolares antes de concluir o ensino médio ou se candidatar a cursos técnicos e universitários. É pouco provável que o mundo volte a crescer nos próximos anos em ritmo acelerado. Desse modo, a tendência em quase todos os países será de diminuição no ritmo de criação de empregos. Os que tiveram pouca escolaridade devem ser os que enfrentarão mais dificuldades em encontrar uma ocupação.

    Fonte: Jornal O Globo, em 09/05/2009.

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  • Opção promove videoconferência com a França

    Tuesday, 5 May, 2009

    No dia 07 de maio de 2009, a ONG Opção Brasil , com o Projeto “Índios na Cidade”, e a Associação Francesa Association ‘Tèrre Indigène’, realizará uma videoconferência entre o Brasil e a França, com o intuito de promover o contato direto de europeus com os indígenas do nosso país. A atividade já é realizada há mais de dois anos por meio de uma parceria entre as duas entidades.
    A videoconferência ocorrerá em 2 horários: na França, às 14h (9h – horário de Brasília), na qual será realizado um debate com estudantes adolescentes de escolas francesas) e às 21h (16h – horário de Brasília), que será para o público francês de uma forma geral, em especial para os adultos.
    Esta atividade representa o ponto alto das exposições artísticas realizadas pela artista plástica brasileira Claudia Campos em regiões da Europa. Claudia é Presidente da Associação Francesa, mora na França há mais de 9 anos e seu trabalho é focado na temática indígena há mais de 15. A próxima exposição, com o tema Terras Indígenas, será no Centre Culturel Joel Le Theule à Sablé-sur-Sarthe, um centro cultural da cidade de Sablé, França.
    No Brasil, a responsável por estas videoconferências é a Opção Brasil. Aqui, elas serão realizadas nas cidades de Mogi das Cruzes (SP), São Caetano do Sul (SP), Tabatinga (AM), Porto Alegre (RS) e Passo Fundo (RS). A Opção atua convocando os indígenas de cada região para o evento e auxiliando-os na comunicação com os franceses.
    Os pontos principais de conexão da videoconferência em território brasileiro serão São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, de onde saem as conexões e testes via internet, bem como os contatos com os indígenas. A transmissão em São Caetano será realizada no Teatro Hélcio Quaglio, na Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS, em uma parceria com a Instituição. Nas outras cidades também já existem locais definidos para o evento: na Universidade Mogi das Cruzes – UMC, na Universidade Estadual do Amazonas – UEA e na sede da ONG Ivy Kuraxo (Rio Grande do Sul).
    Em Mogi das Cruzes, as etnias que estarão participando dos debates com os franceses são: Wassu Cocal, Terena, Pankararu, Pankararé e Potiguara, todas moradoras da região do Alto Tietê. Nos outros locais além destas etnias teremos: Fulni-ô, Tupinambá, Makuxi, Nhambiquara, Baniwa, Kaingang, Tukano, Ticuna, Guarani, Mura e Xavante.

    Estimativa
    É importante destacar que esta videoconferência Brasil-França, é realizada desta forma somente pela Opção Brasil e pela Association Tèrre Indigène, devido à parceria entre as duas entidades. Na última videoconferência, que ocorreu em maio do ano passado, tivemos a participação de cerca de 80 franceses no Centro Cultural da cidade francesa de Neauphle Le Château e de 10 indígenas na cidade de São Caetano do Sul. A estimativa do evento promovido no dia 7 de maio é que a participação seja entre 150 e 250 franceses conversando com 20 a 30 indígenas no Brasil, nos dois horários. A videoconferência é aberta ao público.

    Neste ano em que se comemora o Ano da França no Brasil, será um prazer para nós da Opção receber as pessoas para que tenham contato com uma realidade que pouco conhecem: a forma de vida da população indígena de área urbana.

    Informações: Marcos Júlio Aguiar – Projeto “Índios na Cidade”

    Links úteis
    Claudia Campos:
    http://claudia.camposs.free.fr
    http://atelier.brasil.free.fr

    Association ‘Tèrre Indigène’
    http://terre.indigene.free.fr

    Tags: França, indígenas, Opção Brasil, vídeoconferência
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  • Juventude e segurança pública

    Tuesday, 5 May, 2009

    Ministério da Justiça quer participação dos jovens na construção de política para o setor

    Daniele Próspero

    A segurança é hoje uma das principais preocupações dos brasileiros, principalmente dos jovens. O Ministério da Justiça quer a participação de todos, e em especial da juventude, na construção de políticas públicas na área.

    O debate sobre o tema ocorrerá na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), programada para ocorrer entre os dias 27 e 30 de agosto, deste ano, em Brasília. O Ministério quer levar propostas dos jovens para o evento.

    As ações de mobilização já tiveram início e os jovens podem participar ativamente, em conferências municipais, estaduais, conferências livres e virtuais.

    Para promover uma conferência livre, basta reunir algumas pessoas em qualquer dia e lugar – universidades, escolas e associações de bairro, por exemplo -, e realizar uma discussão sobre a questão da segurança.

    É importante que as ações sigam as orientações do texto-base da Conferência, disponível no site www.conseg.gov.br, assim como a do manual que apresenta alguns princípios metodológicos. Além disso, é essencial a elaboração de um relatório final para que as propostas sejam sistematizadas e incorporadas ao debate nacional na Conseg.

    Apesar de não elegerem representantes para a etapa nacional, as conferências livres encaminham propostas diretamente ao evento. Várias já foram realizadas pelo país, incluindo grupos de mulheres, da comunidade GLBT, de universidades etc. A idéia é que estas iniciativas sejam realizadas até o dia 31 de julho.

    Quem preferir pode participar ainda da conferência virtual, disponível no site do evento. Neste espaço, os internautas fazem parte de fóruns de debate e encaminham também contribuições à etapa nacional. O portal oferece ainda bate-papos com especialistas para estimular a discussão das diretrizes relacionadas ao setor.

    As ações sugeridas também farão parte do caderno de propostas que será votado na Conferência Nacional. Estão ainda programadas mostras de música e de vídeo.

    Durante a 1ª Conseg, serão discutidos temas como cidadania, participação popular, prevenção e repressão ao crime, entre outros. O intuito é elaborar uma nova Política Nacional de Segurança Pública, que será construída a partir da participação do poder público (gestores e servidores) e da sociedade civil.

    A expectativa é reunir na etapa nacional mais de três mil pessoas, entre representantes eleitos nas etapas municipais e estaduais, representantes indicados pelo poder público, coordenadores das comissões organizadoras estaduais, convidados e observadores escolhidos pela Coordenação Executiva Nacional. As propostas da Conferência servirão, portanto, para embasar a partir de então as decisões do governo federal na área.

    A promoção de conferências já é realidade em diversas outras áreas. Desde 2003, foram realizadas no Brasil cerca de 50 conferências nacionais (como a de Saúde, Meio Ambiente, Juventude, Cidades, Direitos Humanos), com a participação de 4,5 milhões de pessoas. Também foram criados 19 novos conselhos e reformulados outros nove já existentes.

    Todos os materiais sobre a Conferência estão disponíveis no site: www.conseg.gov.br

    Fonte: Site Onda Jovem
    Matéria publicada na Edição 14 – Março de 2009 – Interdisciplinaridade

    Tags: conseg, segurança pública
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